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O mundo em (des)encanto


Poetas durante o debate em Paraty, nesta quinta-feira 4
/ Marsílea Gombata

Na Flip, jovens poetas brasileiras lembram o papel de resgate do sublime no cotidiano. Por Marsílea Gombata, enviada a Paraty

Marsílea Gombata, CartaCapital

O momento é especial e tenso na política, e a produção artística vive o reflexo. A observação da poeta Bruna Beber, de 29 anos, sobre o processo pelo qual passa a sociedade contemporânea reflete o momento de desencanto que é parte do cotidiano da poesia. Mas, assim como a própria sociedade, essa não se contenta em simplesmente refleti-lo: precisa combater esse descontentamento.

No universo da poesia, palavra é derrota e também arma de luta. “Temos um desencanto com as palavras, mas não temos outra maneira de fazê-lo”, explicou a poeta carioca Alice Sant’Anna, de 25 anos. Esta fazia parte da mesa O dia a dia debaixo d´água, da 11ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), sobre o feito da poesia em conseguir expressar e lutar contra momentos de sombra.