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| Tilda Swinton vive a vampira leitora em "Amantes Eternos", de ritmo lento e música hipnótica / SAkis Mitrolidis / AFP |
Thomaz Wood Jr., CartaCapital
Uma sequência do documentário Behind Jim Jarmusch,
de Léa Rinaldi, mostra o cineasta norte-americano a caminhar pelas
estreitas ruas de Sevilha durante as filmagens do longa-metragem Os Limites do Controle, lançado em 2009. Nos labirintos da cidade ibérica, Jarmusch medita sobre o prazer de andar a esmo.
Então, inverte a máxima atribuída a Sêneca,
revelando seu princípio criativo: é difícil se perder quando você não
sabe aonde vai. Para Jarmusch, criar é evitar planos rígidos, é dar
chance para que a interação artística produza novos sentidos. A
declaração pode ser, entretanto, meias- -verdades. O cineasta não segue
uma rota precisa, mas tem senso de direção e sabe como avançar, com seu
grupo de atores, técnicos e músicos, por territórios inexplorados,
dividindo o prazer da jornada com sua fiel, se não numerosa, audiência.
