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Até quando Emicida vai cantar sozinho contra o racismo?


Marcos Sacramento, DCM

"Leandro Roque de Oliveira, o Emicida, é um artista conectado com o espírito do tempo. Nas várias entrevistas que deu para divulgar o novo trabalho, “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos  e Lições de Casa”, o rapper mostra uma contundência de discurso que está faltando entre os outros artistas negros da MPB.

“Para mim, o racismo é o tema mais urgente hoje no Brasil”, disse em entrevista à BBC Brasil. O tema é discutido na música “Boa Esperança”, que mostra uma violenta rebelião de empregados domésticos contra patrões ricos e exploradores. Apesar de tocar em uma ferida que muitos evitam, a música, com versos pesados como “Cês diz que nosso pau é grande, espera até ver nosso ódio”, ganhou o Prêmio Multishow 2015 na categoria melhor clipe.

Artista cria 'Simpsons negros' contra racismo nos EUA

"Os Simpsons são um símbolo norte-americano exatamente como a estátua", diz o artista Alexsandro Palombo. "Eu quis colocá-los juntos para expor as contradições da América Moderna e seus problemas raciais"
"Um artista italiano recriou personagens do desenho Os Simpsons, símbolo da cultura pop norte-americana, para trazer atenção internacional a supostos episódios recentes de racismo nos Estados Unidos.



Na série de obras publicadas no Facebook pelo chargista Alexsandro Palombo, a pele amarela de Homer, Bart, Marge, Lisa e Maggie Simpson ganha tonalidade mais escura. As tiras trazem mensagens como "Pare com o racismo", "Justiça" e "Policiais nunca dormem".

Uma das sequências mais comentadas retrata Bart Simpson fugindo de um policial armado e depois morto sobre um gramado.

Xingamentos racistas: na internet eles são recorrentes

Xingamentos racistas: na internet eles são recorrentes (Reprodução/Youtube)
Leonardo Araujo, adNEWS

Você lembra de Mayara Petruso? Em 2013, a moça foi condenada pela Justiça Federal de São Paulo pelo crime de discriminação, por fazer comentários após a vitória de Dilma Rousseff no segundo turno das eleições de 2010.

"Nordestisto (sic) não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado!", disse em seu Twitter. Mayara recebeu uma punição de 1 ano, 5 meses e 15 dias de prisão, mas a pena foi convertida em prestação de serviço comunitário e pagamento de multa.

Na última quinta-feira (28), durante a partida entre Santos e Grêmio pelas oitavas de final da Copa do Brasil, um novo episódio de preconceito foi visto. Parte da torcida do Grêmio gritou ofensas racistas ao goleiro do Santos, o jogador Aranha. Imagens da televisão flagraram uma torcedora xingando o rapaz de "macaco".

Série de TV com Jesus negro desperta ira de conservadores nos EUA

O seriado atraiu protestos mesmo antes de ir ao ar na quinta-feira
"Estreou nos Estados Unidos o seriado humorístico americano Black Jesus (Jesus Negro) que, mesmo antes de ir ao ar, já havia despertado a ira de grupos cristãos e de conservadores.

BBC Brasil 

A série do canal de TV a cabo Adult Swim tem como protagonista um sorridente Jesus Cristo negro que bebe, fuma maconha e fala palavrões ao passear de túnica branca pelas ruas de Compton, um bairro pobre de maioria negra em Los Angeles.

No primeiro episódio, que foi ao ar na quinta-feira, o personagem transforma água mineral em conhaque e tenta transformar um terreno baldio em um jardim comunitário – onde pretende plantar legumes e verduras e maconha.

Os produtores tinham lançado apenas um trailer de dois minutos antes do episódio de quinta-feira, mas já foi suficiente para que a série fosse taxada de blasfema e que grupos lançassem campanhas para não deixá-la ir ao ar.
O idealizador da série, Aaron McGruder, é autor do polêmico The Boondocks, quadrinhos que foram transformados em um seriado de animação que aborda temas complexos como o racismo e a luta de classes nos Estados Unidos.
A sátira é contada da perspectiva de irmãos negros que vivem na casa do avô em um bairro de maioria branca em Chicago.

“Branquinha”, Fernanda deve explicações sobre macacos no palco


Na véspera de apresentar sorteio da Fifa, para o qual teria substituído a atriz Camila Pitanga, modelo Fernanda Lima faz número em que canta Cada Macaco no Seu Galho; insinuação racista desperta nova polêmica; por que a própria Fernanda, auto-classificada de "branquinha", não esclarece sua posição a respeito?


A modelo e apresentadora global Fernanda Lima está devendo uma resposta peremptória sobre qual é, afinal, sua posição a respeito da igualdade racial.

 Ela, efetivamente, concorda com um mundo entre seres humanos iguais ou considera que uns são mais iguais que outros em razão da cor da pele?

A interrogação faz todo o sentido em razão da conexão de três fatos recentes.