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As 10 mais importantes canções de rock da história da música
Eberth Vêncio, Revista bula
'É óbvio que o rock não errou. No máximo, confundiu, provocou, tirou sarro, consumiu noites de sono de papais e mamães, interrompeu a inércia de políticos e burocratas de um status quo viciado em castração mental. Roqueiros com pedigree não se deixam seduzir por zonas de conforto. Aliás, se for pra zonear, que seja no terreno do eterno confronto entre o novo e o velho. E que vença o melhor, ou seja, o novo, sempre.
Fazer rock transcende o ato de tatuar o corpo com imagens de caveiras, perfurar o clitóris com parafuso, deixar a cabeleira crescer, surrar com a palheta uma guitarra distorcida, sentar a pua no “sex and drugs”. Em essência — antes de mais nada — rock é atitude. Aliás, ultimamente, anda faltando um bocado deste atributo aos moradores de um planeta que parece desgovernado, não apenas na esfera musical."
Matéria (Músicas) Completa, ::AQUI::
10 canções fundamentais do rock brasileiro nos últimos 50 anos
Eberth Vêncio, Revista Bula
"Durante a infância e adolescência, fui tomando gosto pela leitura por conta da austeridade dos meus professores-mestres (se existe mesmo um Céu, esses sofredores de carteirinha nele adentrarão beneficiando-se de portõezinhos laterais exclusivos para Homens de bem e serão recebidos por uma banda de querubins plenamente alfabetizados); pela dedicação da minha mãe (professora de escola pública com aposentadoria miserável); pela insistência e tenência de uma tia avó que vivia a me orientar leituras, coleções literárias profundamente palatáveis como “Para gostar de ler”, da Editora Ática, que eu nem sei se existe mais.
O zelo literário com os aprendizes vale da mesma forma para a educação musical. “Imagine só o impacto no psiquismo de um indivíduo, o estrago na personalidade em formação de uma criança que, nem bem saiu das fraldas, já se vê obrigada a suportar, por sua conta e risco, certas titicas musicais, a rebolar para o divertimento de parentes embriagados, a dançar na boquinha da garrafa, a segurar o tchan (seja lá o que isso signifique), a simular o quadradinho de oito sem nem ao menos saber contar de zero a dez”.
Quem me disse tudo isso foi o Sky, enquanto matávamos, sem culpa, esfirras de carne numa lanchonete abaixo de toda e qualquer suspeita no centro da cidade. “O mundo seria menos bélico se, ao invés do hino nacional, obrigassem a meninada a cantar Imagine, do John Lennon, todos os dias pela manhã”, ele comentou, enquanto gesticulava irritado por ter lambuzado o cotovelo numa poça de Sangue de Boi que algum alcoólatra matutino derramara sobre o balcão."
Lista Completa, ::AQUI::
"Durante a infância e adolescência, fui tomando gosto pela leitura por conta da austeridade dos meus professores-mestres (se existe mesmo um Céu, esses sofredores de carteirinha nele adentrarão beneficiando-se de portõezinhos laterais exclusivos para Homens de bem e serão recebidos por uma banda de querubins plenamente alfabetizados); pela dedicação da minha mãe (professora de escola pública com aposentadoria miserável); pela insistência e tenência de uma tia avó que vivia a me orientar leituras, coleções literárias profundamente palatáveis como “Para gostar de ler”, da Editora Ática, que eu nem sei se existe mais.
O zelo literário com os aprendizes vale da mesma forma para a educação musical. “Imagine só o impacto no psiquismo de um indivíduo, o estrago na personalidade em formação de uma criança que, nem bem saiu das fraldas, já se vê obrigada a suportar, por sua conta e risco, certas titicas musicais, a rebolar para o divertimento de parentes embriagados, a dançar na boquinha da garrafa, a segurar o tchan (seja lá o que isso signifique), a simular o quadradinho de oito sem nem ao menos saber contar de zero a dez”.
Quem me disse tudo isso foi o Sky, enquanto matávamos, sem culpa, esfirras de carne numa lanchonete abaixo de toda e qualquer suspeita no centro da cidade. “O mundo seria menos bélico se, ao invés do hino nacional, obrigassem a meninada a cantar Imagine, do John Lennon, todos os dias pela manhã”, ele comentou, enquanto gesticulava irritado por ter lambuzado o cotovelo numa poça de Sangue de Boi que algum alcoólatra matutino derramara sobre o balcão."
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Os nove maiores álbuns de rock da história
“Para se chegar ao resultado fiz uma
compilação de listas publicadas por sites, jornais, revistas e suplementos
culturais especializados em
música. O objetivo da pesquisa era identificar, baseado
nestas listas, quais eram os mais importantes discos de rock de todos os
tempos. Participaram do levantamento o canal de música VH1, os jornais “The
Guardian” e “The Telegraph”, os sites “NPR Music”, “AllMusic”, “Aol Music” e
“Amazon”, e as revistas “Slate” e “Rolling Stones”. Eis, em ordem
classificatória, os nove álbuns selecionados.
Carlos Willian Leite, Revista Bula
Sgt.
Pepper’s Lonely Hearts Club Band — Beatles
Lançado em junho de 1967 pela Parlophone
Records, na Inglaterra, e pela Capitol, nos Estados Unidos, “Sgt. Pepper’s
Lonely Hearts Club Band” é o oitavo álbum lançado pelos Beatles e o mais
influente da história da música. Ocupa a 1ª posição na lista dos 200 álbuns
definitivos do Rock and Roll Hall of Fame, que relaciona os melhores álbuns já
produzidos em toda a história da música de acordo com os critérios da National
Association of Recording Merchandisers. E a 1ª posição da lista dos 500
Greatest Albums of All Time, da revista “Rolling Stone”.
Dark
Side of the Moon — Pink Floyd
Lançado em março de 1973 pela Harvest
Records, na Inglaterra, e pela Capitol, nos Estados Unidos, “Dark Side of the
Moon” é considerado a obra-prima da banda de rock inglesa Pink Floyd. Marco do
rock progressivo é o álbum que ficou por mais tempo na Billboard 200, tendo
permanecido 795 semanas consecutivas. O álbum ocupa a 2ª posição na lista dos
200 álbuns definitivos do Rock and Roll Hall of Fame, e a 43ª posição da lista
dos 500 Greatest Albums of All Time, da revista “Rolling Stone”.
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Solo sem monotonia
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Capa do CD Rocks
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Tárik de Souza, CartaCapital
“Autor da Dança Ritual do Fogo, o erudito espanhol Manuel de Falla (1876- -1946), quem diria, inspirou uma tresloucada banda de rock gaúcha. O grupo De Falla, iniciado sob eflúvios do gótico, em meados dos anos 1980, passou pelo funk-metal (abriu até show do Red Hot Chilli Peppers, no Hollywood Rock), hard rock, trash metal, rap e funk carioca, no esdrúxulo Popozuda Rock’n’roll. Radicado em São Paulo, o baixista Flavio Santos, o Flu, saiu da banda em 1995 (teve uma recaída, na volta do grupo, em 2005), mas o espírito De Falla o acompanha na desconcertante carreira–solo. Na estreia, em 1999, E a Alegria Continua, uma colagem eletrônica de bossa nova, lounge, samba hi-tech e pitadas de jazz. Já em No Flu do Mundo, de 2003, mesclavam-se timbre retrô, psicodelia, violões, violinos e samba. Autor de trilhas de cinema (Tolerância, de Carlos Gerbase, Wood & Stock, de Oto Guerra, Anjos do Sol, de Rudi Lagerman), parceiro do cartunista Allan Sieber no inacabado documentário sobre o ator conterrâneo, Paulo Céxks.
Também lançado em vinil, o disco teve o lado A gravado em São Paulo e o B, em Porto Alegre, com alguma variação de instrumentistas. Uma pegada mais concisa na primeira parte e mais farrista na segunda. Desta, nos uivos eletrônicos de Bom Menino, brota o único fragmento cantado (por ele), o debochado refrão em inglês, de I’ll Be a Good Boy. Na palhetada Guista, pontuada por órgão, uma citação anárquica de prefixo carnavalesco. Flu (baixo, samples e teclados) é bom artífice de climas, como o do ganchudo Rocken, com bordão recorrente, o tenso e intenso rock Paulinha e o espacial Batan Batan, créditos certeiros de uma viagem sonora sem monotonia.”
Kiss comemora 40 anos com "livro-monstro" de US$ 4 mil
“Conhecidos mais pela extravagância do que
pela humildade, os integrantes da banda Kiss não poderiam estar mais dentro das
expectativas dos fãs ao comemorar os 40 anos de estrada com, entre outros
lançamentos, um livro. Pelo título, "The Kiss Monster Book", é fácil
perceber que não se trata de um volume qualquer. A começar pelo tamanho: 91,4 cm por 76,2 cm e 5 cm de grossura.
O "livro-mostro" reúne
basicamente 127 fotografias do Kiss, a maior parte delas assinadas por
especialistas em rock como Richard Aaron, Fin Costello, Bob Gruen, Ross Halfin,
Tom Hill, Steve Jennings, Andrew Kent, Barry Levine, Eric McKenna, Evan Mover,
Michael Putland, Denis O’Regan, Chip Rock, Al Soluri, Mark Sullivan, Mark Weiss
e Neil Zlozower. Além dos profissionais, há também raridades encontradas nos
arquivos pessoais dos integrantes.
A edição tem apenas mil cópias disponíveis,
todas autografadas, datadas e númeradas pelos quatro roqueiros da formação
atual. E foram encadernadas à mão pelos mesmos livreiros contratados pelo
Vaticano, na Itália. Os fãs podem escolher entre onze capas diferentes, das
quais dez trazem bandeiras de países como o Brasil e uma apenas o logo
estilizado com o título.
O vocalista e guitarrista Paul Stanley
disse ao site oficial da banda: "Este livro está muito além das minhas
expectativas. As fotos são incríveis neste tamanho. Não é um livro de mesa, é
uma mesa!". Uma mesa cara: US$ 4.250. Para quem estiver disposto, basta
visitar o site oficial do livro, www.kissmonsterbook.com.”
"Este país entende a música", diz Cage the Elephant
Osmar Portilho, Terra / Jornal do Brasil
“Depois de uma das apresentações mais
explosivas do primeiro dia do Lollapalooza no Brasil, Lincoln Parish e Daniel
Tichenor, baixista e guitarrista do Cage the Elephant, falaram com
exclusividade ao Terra sobre a apresentação deste sábado (07), no
Jockey Club, em São Paulo.
A dupla, que conversou com a reportagem nos
bastidores após o show, não economizou
nos elogios ao tratar das plateias na América do Sul, principalmente o Brasil.
"Para mim, pessoalmente, estamos em turnê e isso foi um monumento. Este
país entende a música", explicou Daniel. "Todos na América do Sul são
ótimos", completou Lincoln.
O grupo se apresentou no palco Butantã e
foi um dos grandes nomes do festival, que realiza sua primeira edição no Brasil
depois de passar por Chicago, nos Estados Unidos, e Santiago, no Chile. "O
público
foi incrível. Os fãs são mais receptivos com a música e a apreciam mais. Lá
eles acabam tendo muito mais bandas e aqui nem tanto, por isso acabam curtindo
mais. É legal".
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