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O que mais impressionou os estrangeiros no Brasil

Estrangeiros se surpreenderam com estadia no Brasil (Imagem: Pragmatismo Político)
"Desde “estranhar” famílias de classe média com empregadas domésticas até elogios à Constituição, estrangeiros do mundo inteiro listam o que acharam mais surpreendente no Brasil


As impressões de onze estrangeiros que estiveram no Brasil para acompanhar a Copa do Mundo:

Joe Bauman, dos Estados Unidos

- Quando cheguei aqui, me perguntava por que todo mundo colocava areia na comida. Depois provei e vi que tinha gosto de bacon. E finalmente comecei a colocar farofa em tudo.

- Os brasileiros bebem muito. Todos os compromissos sociais envolvem amigos e cerveja.

- Achei estranho ver que muitas famílias de classe média têm empregadas domésticas. Nos EUA, só os ricos têm. Fiquei um pouco desconfortável de ver que uma estranha ia fazer minha cama, lavar minha roupa ou preparar meu café da manhã.

"Nossa imprensa foi espírito de porco antes da Copa"

"Em programa da Sportv, canal fechado da Rede Globo, jornalista e escritor Ruy Castro menciona "cobertura com enorme má vontade, o tempo inteiro, de uma exigência absurda, que acabou enfatizando o movimento 'Imagina na copa'"; segundo ele, "não se deu nem chance de que se pusesse as coisas em ordem"

Brasil 247

Ao comentar a Copa do Mundo no programa Redação Sportv, do canal fechado da Rede Globo, o jornalista e escritor Ruy Castro fez duras críticas à imprensa brasileira. Segundo ele, houve uma "enorme má vontade o tempo inteiro", com "exigência absurda", o que acabou fazendo crescer o movimento "imagina na Copa". Para o jornalista, "a nossa imprensa foi rigorosamente espírito de porco antes de o evento começar". Leia abaixo o post do blog Escrevinhador e assista aqui ao comentário de Ruy Castro.

Estamos “comendo” a FIFA

Imagem: Túlio Tavares, Antropofagia
"Brasil é pior país para trabalhar a sério na organização do Mundial, afirmou entidade. Para nação antropofágica, não poderia haver elogio mais gratificante...

Lisandro Moura, Outras Palavras / CartaCapital

“O Brasil não é para principiantes”. Essa frase, atribuída a Antonio Carlos Jobim, corresponde a uma advertência para quem coloca em questão o Brasil de hoje e de ontem e de sempre. Em tempos de Copa do Mundo, nosso país está mais do que nunca sintonizado com sua verdadeira vocação antropofágica, tão bem descrita no manifesto oswaldiano: “nunca admitimos o nascimento da lógica entre nós”. Temos aversão a todo tipo de ordenação, de disciplina, de racionalização que caracterizam o pensamento burocrático impessoal e as economias de todo o tipo. Somos atrapalhados e nos metemos em grandes confusões. Na verdade, essa é a nossa maior riqueza. É que não somos afeitos à domesticação. Nem a FIFA, nem o mercado, nem o Estado e nem ninguém conseguem amansar esse povo complexo e controverso. A FIFA já constatou: o Brasil é o pior país para se trabalhar a sério na organização do Mundial. Não há elogio mais gratificante do que esse. Estamos com as obras atrasadas. Pois que atrasem! Somos originais. Vangloriamo-nos da dor de cabeça que causamos ao inimigo externo. Sairão daqui com o desejo de nunca mais retornar. Mas os traremos de volta, daqui uns anos mais, para causar-lhes uma dor de cabeça renovada.

Placas erradas viram febre em redes sociais; faça a sua

Sandro Macedo, Folha de S. Paulo / Copa e Cozinha

'Vários estabelecimentos começaram a adotar placas bilíngues sedentos pelos dólares dos turistas que estão chegando.

No afã de conquistar os visitantes, alguns exageram e cometem alguns erros na tradução. Nas redes sociais, as placas com os pequenos equívocos estão pululando. Várias devem ser falsas, mas não deixam de ser engraçadas. Como na placa que traduz pão com frios para “bread with cold”. Estaria o pão com resfriado?


Está ficando comum também nas redes sociais as placas oficiais da Fifa com traduções engraçadas (como na imagem abaixo). Você também pode criar (e compartilhar) a sua própria placa usando aplicativos como esse: http://apolinariopassos.com.br/placascopa/. Divirta-se

A Copa do Mundo vai mudar a cara da TV

Flávio Ricco, Correio do Brasil

"Os especialistas entendem que muita coisa necessariamente terá que mudar na televisão e no próprio futebol brasileiro depois da realização da Copa do Mundo, como consequência simples daquilo que o torcedor ou o telespectador irá se acostumar a receber com as transmissões de maior qualidade.

Não será mais possível voltar ao que é hoje, quando alguns jogos, em especial da TV paga, ainda deixam muito a desejar. Os modernos equipamentos, que já começam a desembarcar nos aeroportos brasileiros, devem mudar a cara de tudo.

A Copa servirá, em especial neste aspecto, como a linha divisória do antes e o depois. O próprio público, acostumado ao que irá assistir no mundial, passará a não aceitar nada diferente de uma imagem perfeita, gerada pelo que existe de melhor em captações do tipo.

Entende-se que, até pela realização da Olimpíada em 2016, muito desse material deverá ficar por aqui, facilitando o caminho para este aprimoramento, mas é importante que as emissoras comecem a se preparar para a necessidade e para a cobrança que fatalmente virão a existir.