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| As mudanças do jovem Mason (Ellar Coltrane) ao longo de Boyhood |
Matheus Pichonelli, CartaCapital
Ainda dá tempo de falar sobre Boyhood? Se sim, vamos lá. Antes
de assistir, a frase que mais ouvi foi: “é uma história comum, só que
filmada em doze anos”.
De fato: não há nada na trama que valha uma sinopse a não ser o fato de Richard Linklater ter filmado um garoto de seus cinco, seis anos, até o fim da juventude. Como se fosse pouco.
O filme tem pouco menos de três horas. Nesse intervalo, uma criança curiosa com formigas e outros assuntos ao seu alcance na natureza se transforma num jovem universitário prestes a descobrir um outro lado do mundo. Como todos nós. O esforço para realizar o desafio da filmagem é, em si, um assombro: a cada corte o personagem surge um ano mais velho, mas as transformações são sutis, quase imperceptíveis. Quando vemos, o pequeno Mason está às turras com as mesmas questões – afetivas, familiares, vocacionas – que nos emaranhavam até bem pouco tempo atrás. Levamos quase três horas para perceber não apenas que o tempo passou, mas que ele passou e não nos damos conta.
De fato: não há nada na trama que valha uma sinopse a não ser o fato de Richard Linklater ter filmado um garoto de seus cinco, seis anos, até o fim da juventude. Como se fosse pouco.
O filme tem pouco menos de três horas. Nesse intervalo, uma criança curiosa com formigas e outros assuntos ao seu alcance na natureza se transforma num jovem universitário prestes a descobrir um outro lado do mundo. Como todos nós. O esforço para realizar o desafio da filmagem é, em si, um assombro: a cada corte o personagem surge um ano mais velho, mas as transformações são sutis, quase imperceptíveis. Quando vemos, o pequeno Mason está às turras com as mesmas questões – afetivas, familiares, vocacionas – que nos emaranhavam até bem pouco tempo atrás. Levamos quase três horas para perceber não apenas que o tempo passou, mas que ele passou e não nos damos conta.

