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Uma joia do cinema indie americano de 1953

Joey (Richie Andrusco), retrato da inocência possível
"O Pequeno Fugitivo", filme único do pós-Guerra americano que inovou na técnica e influenciou gerações, entra em cartaz 

Orlando Margarido,CartaCapital 

Cabe toda uma América no olhar de Joey, o garoto de 7 anos protagonista de O Pequeno Fugitivo, joia do cinema independente americano de 1953. Não apenas pela alternância entre o exultante e a tristeza, mas no que seus olhos mostram das situações entre um Brooklyn nova-iorquino ainda calmo e suburbano e a eufórica praia de Coney Island, onde viverá experiências idílicas a alguém de sua idade. Naquele um dia e meio em que o caçula perambula solitário depois de fugir por crer ter matado o irmão, há a diversão no carrossel, a pose de caubói para o fotógrafo, os repetidos passeios de pônei e a cata de vasilhames de refrigerante que lhe garantem os trocados para a farra.

É um painel da infância e inocência ainda possível num momento próprio do pós-Guerra, embalado pela retomada do progresso. Mas principalmente da certeza sensível do trio de diretores Ray Ashley, Morris Engel e Ruth Orkin, estes dois um casal de fotógrafos que experimentava o cinema, em capturar um período incomum.