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Por que o Cinema tem Tanto Medo de Vaginas?

Foto via usuário do Flickr Philippa Willitts.
Ruby Lott-Lavigna, vice 

Recentemente, fui assistir a The Diary of a Teenage Girl. O filme é ótimo – as conotações feministas, a atuação da protagonista, as calças flares –, porém ainda assim fiquei desapontada. Desapontada com o fato de a película não mostrar nenhuma vagina.

A frequência de vulvas não é meu jeito de medir a qualidade de um filme (não saí de Divertida Mente pensando "Nossa, cadê as vaginas?"), mas Diary of a Teenage Girl é centrado na sexualidade feminina; assim, a ausência de qualquer nu total me pareceu desonesto. Se o longa se sente confortável em mostrar uma garota de 15 anos (interpretada por uma atriz de 23) transando e usando heroína, poderia muito bem retratar uma vagina de verdade junto com as partes de sexo.

Por que vemos cada vez mais sexo nas séries americanas?

'Game of Thrones' explora aspectos do sexo de maneira nunca vista na TV americana
"Desde seu primeiro episódio, em 2011, a série Game of Thrones, da HBO, levou ao ar cenas de sexo de uma maneira jamais vista na TV americana: incesto, sexo oral, orgias, bordeis, seios, seios e mais seios.

Da BBC

No ano seguinte, outro novo seriado na mesma HBO, Girls, ganhou a mídia por um motivo parecido: a inclinação de suas jovens estrelas de tirar a roupa para protagonizar cenas de sexo de alta voltagem.

Ao raiar de 2013, depois de tanta nudez e tantos encontros picantes, uma série inteira sobre sexo já parecia algo quase corriqueiro. Mesmo assim, Masters of Sex – drama sobre o trabalho inusitado dos sexólogos William Masters e Virginia Johnson nos anos 50 – estreou no canal Showtime e, agora, está em sua terceira temporada, sendo exibida no Brasil pela HBO.

Na época em que Masters of Sex se passa, o sexo era um tema tão tabu que até casais unidos pelo santo matrimônio em seriados como I Love Lucy tinham que ser mostrados dormindo em camas separadas.

Dez filmes bem melhores e mais eróticos que “Cinquenta Tons de Cinza”

1. Secretária (2002), Steven Shainberg

 Do DCM

"Versão “indie” de “Cinquenta Tons de Cinza”, combina uma história romântica com toques sadomasoquistas. “Secretária” também tem gotas de humor (negro) e ganhou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Cinema de Sundance por sua “originalidade”.

Maggie Gyllenhaal mostra sua capacidade transgressora no papel de Lee Holloway, uma jovem que sai de uma instituição mental, tentando reconstruir sua vida, e encontra um emprego como secretária. Seu chefe (James Spader), aliás, também tem o sobrenome Grey.

Nudez e censura na história do cinema

José Augusto Lopes, Diário do Nordeste

"No início do século passado, erotismo e cenas de nus eram confundidos com pornografia. Mesmo assim, alguns filmes investiam em quebrar o preconceito e o falso moralismo, ainda antes de 1930 e, no nascimento dessa década, o erotismo e a nudez passaram a fazer parte de vários filmes, mesmo havendo uma “autocensura” em Hollywood. A nudez era muda, sem contato físico, mas mesmo assim o moralismo venceu e, com a nova década, veio a criação do código Hays. O historiador e crítico de cinema do Diário do Nordeste, José Augusto Lopes, conta essa história, com ironia e bom humor.

As ousadas tangas de Maureen O'Sullivan e Johnny Weissemuller em TARZAN, O HOMEM MACACO, que foram trocadas no filme seguinte

Mr. Bunny e eu – um caso de amor

Mr Bunny e a autora
, Diário do Centro do Mundo

Sempre quis ter um rabbit. Desde que vi o sex toy ser tratado como milagroso e até apaixonante no seriado Sex and the City, fiquei em cócegas, de tanta curiosidade.

Na primeira oportunidade que tive de ir a uma sex shop, pedi para ver, tocar, entender. O vibrador combina penetração e estimulação do clitóris – tudo ao mesmo tempo. E você pode controlar a velocidade e a intensidade de ambos. Não à toa, é o favorito entre as mulheres. Fiquei fascinada.

Por isso mesmo não é barato. Não pude adquirir de imediato. Restou imaginar o quanto aquele brinquedo seria capaz de me divertir. E projetar mentalmente qual seria o efeito da ação dele em meu corpo. No dia em que a marca PicoBong me ofereceu de testar algum dos novos produtos deles, não pensei duas vezes. Queria o seu modelo de vibrador rabbit. A mera perspectiva de finalmente o poder experimentar, me deixou excitada.